Qual o valor da ética?
Quem me conhece sabe o quanto eu sou chato para ler, entender e aceitar o que se passa na cabeça de um crítico.
Não sou um cara que não sabe ouvir os defeitos, pelo contrário, ouço muito e acho muito mais interessante do que ser elogiado.
Na verdade não entendo o que se passa na cabeça dos novos “ jornalistas ”. Acho que eles pensam que pra fazer uma boa crítica é preciso usar palavra ofensivas e nunca gostar de nada. Só pode ser isso.
Já tive um “ problema ” com a revista virtual Bacante aqui no meu blog e mesmo assim insisto.
Na época foi por conta dos “ 120 dias de Sodoma ” e agora é por conta de “ Narcisianas ”.
A peça Narcisianas, da Ariela Goldmann, é uma peça onde 11 atores falam um monólogo de dois, três minutos cada e fim. A peça tem por volta de 20 à 25 minutos. Os atores não têm figurino (faz a peça com a roupa do dia), não tem cenário... é simplesmente uma idéia de mostrar que pra se fazer teatro não precisa de mais nada exceto atores e público. E é genial isso.
Mas eu concordo que muitos não devem gostar dessa proposta e acabam “ criticando ”.
Mas daí criticar com uma certa grosseria é demais.
Vejam só esse trecho:
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Dessa forma, a provocação acontece de outra forma, sobretudo à classe teatral (presente em massa pra tomar cerveja com os amigos atores e rir convulsivamente de seus monólogos, ainda que não fossem tão engraçados assim): é a proposição de um novo formato, menos “acabado”, menos “espetacular”, com produções curtas (Narcisianas tem aproximadamente 20 minutos) cujo único objetivo é concretizar experiências e idéias, ainda que o produto final não tenha o acabamento normalmente esperado até mesmo das produções teatrais ditas “experimentais”. No fim, o problema maior acaba sendo quando esse experimento vem embalado e vendido como um espetáculo pronto e acabado, tanto na divulgação como no preço de vinte reais. Ainda bem que o Fred, que concorreu ao prêmio de assessor de imprensa do ano, está de volta.
1 real por minuto de peça. Seria mais barato bater um papo de 20 minutos com o Astier, lá em João Pessoa, por telefone.
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A peça pode ter um minuto e nem por isso ela vai deixar de ter o “ acabamento ”. E essa frase – “Seria mais barato bater um papo de 20 minutos com o Astier, lá em João Pessoa, por telefone.” – que grosseira.
Agora eu pergunto... Narcisianas tem um puta elenco, uma puta diretora, e nenhum puto de grana... qual a lógica de não poder cobrar 20 reais por essa peça e poder pagar 80, 100 reais pra ver Antônio Fagundes em uma peça patrocinada pela Globo?
Só porque é o Fagundes?
Ps: A crítica do Narcisianas foi feita por Maurício Alcântara.
“Seria mais interessante ler o livro da Bruna Surfistinha do que o site da Bacante ”
Essa foi a minha avaliação segundo os Bacantes fazem!
Escrito por Chico Ribas às 17h38
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Mr Richard Wright

Uma das minhas bandas favoritas é o Pink Floyd. Desde o meu tempo de baterista de banda de rock que eu curto ouvir as músicas bem feitas dessa banda. A bela sonoridade dos solos de guitarra do Gilmour, dos vocais, da bateria e do teclado do grande Richard Wright.
Acontece que hoje, aos 65 anos com câncer, “mr. Richard Wright” ,como era chamado pelo Gilmour, deixou uma legião de fãs tristes.
O Rock and Roll perde um dos maiores músicos que ele já teve.
Ainda não consigo acreditar nisso.
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Um jeito Rock n’ Roll de viver a vida
Todo mundo tem Orkut. Eu, você, a dona Maria de sessenta e sete anos, todo mundo.
A dona Maria por sinal passa a tarde toda lendo e respondendo seus scraps sobre a próxima reunião na paróquia do Padre Pedro. Ela adora.
As pessoas não se conhecem, mas todo mundo tem algum amigo em comum, o que torna isso todo mundo conhecido de todo mundo.
Então qualquer garoto adiciona uma garota qualquer que lhe escreveu dizendo que era bonito. Ela também era bem bonita. Fotos sensuais e provocantes em seu álbum. O garoto Nem desconfia se é um Orkut fake, ou falso, pra quem não entende essa linguagem.
Então o Orkut vira uma coleção de pessoas desconhecidas e um lugar para se exibir. As pessoas colocam no álbum fotos e mais fotos de quando foram para Nova York, pra Londres, pra França. Foto “ eu com Gisele Bündchen”; “ eu com o galã da nova novela ”; “ eu com o caralho a quatro ”. Ninguém é capaz de colocar uma foto dizendo “ o dia que passei fome ”; O dia que estuprei uma criança de sete anos ” ou “ o dia que atirei minha filha da janela do nono andar ”.
Por que não?
Seria tão bonito quanto uma foto com o Mickey na Disney.
Então eu me aborreço. Com a sociedade, com a cidade, com a humanidade... Não, eu me aborreço com a falta de humanidade. Com o policial que prende um trabalhador honesto pelo fato dele ser negro e caminhar com dois mil reais na rua – dinheiro que ele usaria pra pagar as contas. Dinheiro suado.
Então eu faço a Janis Joplin cantar pra mim a sua incrível Little Girl Blue e enquanto isso eu vou apagando tudo. Os dez mil, quinhentos e noventa e nove scraps; cento e doze fotos; vinte e dois vídeos...
Entro em “ configurações ” e clico em “ excluir conta ”.
Tudo está acabado.
Nada mais de ver fotos idiotas de momentos felizes das pessoas.
Mas tudo continua igual. A hipocrisia da burguesia, as mentiras da política, a fome dos miseráveis e o “ não acontecer nada ” com a classe média (pior das classes) – a classe que se sente suficientemente rica comendo um croquete gorduroso no bar da esquina para economizar na compra do carro do ano.
Tão fácil seria se a vida se resolvesse em um simples “ excluir conta ”.
Assim mesmo. Simples e sem dor!
Escrito por Chico Ribas às 19h35
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Leitura
Dia 22 de setembro acontece à leitura do texto “Fleisher” – um puta texto incrível e inédito no Brasil.
A leitura será às 20h00 no Centro de Cultura Judaica.
Ficha Técnica:
- Walter Breda: Fleischer
- Denise Weinberg: Bertha
- Sonia Guedes: Rosa
- Silvio Zylber: Gershon
- Isser Korik: Hund
- Tuna Dwek: Hava
- Thiago Adorno: Schloimele
- Anna Cecilia Junqueira: Riva
e
- Renato Borghi: Rabino Fuchs
Direção: Otavio Martins
Assistência direção: Chico Ribas
Apareçam por lá!
Escrito por Chico Ribas às 14h51
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